A deficiência do sistema de segurança pública na Bahia atingiu "níveis alarmantes", segundo avaliação do deputado Veloso (PMDB-BA). De acordo com o parlamentar, os baianos estão amedrontados com a escalada da violência no estado nos últimos anos, com registros de homicídios, latrocínios, sequestros e outros crimes hediondos.
"São casos surpreendentes, como o assassinato de um delegado de Polícia transmitido ao vivo por um programa de rádio", disse. O deputado citou pesquisa do Ministério da Justiça, realizada no ano passado, segundo a qual a Bahia é o estado que possui o maior número de cidades com os dez mais altos índices de vulnerabilidade juvenil à violência. A pesquisa revela também a situação de exclusão social a que os jovens estão submetidos, principalmente em razão da falta de oportunidade de trabalho, o que, para o parlamentar, tem levado muitos jovens a integrar organizações criminosas. Em sua opinião, isso ocorre porque o governo estadual não se preocupa com políticas voltadas para a juventude, "que se torna vítima e algoz da violência urbana". "A relação do tripé drogas, violência e criminalidade perpassa os índices levantados. Percebemos que, com ráticas governamentais estanques, pouco se poderá fazer. por enquanto, ficamos atônitos com a criminalidade crescente, na maioria das vezes com ligação com o narcotráfico, e com as suas diversas facetas de violência e medo", disse.
Viciados - Veloso chamou atenção para a necessidade de investimentos na recuperação dos viciados em drogas. Ele defendeu que seja discutida a criação de centros de recuperação públicos. "Os estados, municípios e até o governo federal precisam começar a pensar na criação de centros de recuperação", afirmou. Em seu entendimento, apenas medidas de repressão não são suficientes para atacar o problema causado pelas drogas. Também é preciso, na opinião do parlamentar, pensar em políticas de prevenção condizentes com a realidade dos jovens. "As várias instâncias públicas e privadas precisam participar deste desafio", disse.
Mulheres - Veloso salientou existirem muitas formas de violência contra a mulher, que, segundo ele, podem ser institucional, quando os serviços oferecidos por uma instituição são prestados em condições inadequadas, resultando em danos físicos e psicológicos para a mulher. "A violência contra a mulher não tem, necessariamente, o Estado ou seus representantes como autores, mas deve ser um tema incorporado como grave violação aos direitos humanos", declarou.
Publicado no Jornal da Câmara








